Eleição da Mesa Diretora da Alepe deve ter bate-chapa na maioria dos cargos

A eleição da nova Mesa Diretora da Alepe será na próxima sexta-feira (1º) / Foto: Rinaldo Marques/Alepe
A eleição da nova Mesa Diretora da Alepe será na próxima sexta-feira (1º)
Foto: Rinaldo Marques/AlepeLuisa Farias

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), marcada para a próxima sexta-feira (1º), não deve trazer surpresas no nome escolhido para a presidência, uma vez que o deputado estadual Eriberto Medeiros (PP) é um nome de consenso desde quando foi eleito para um mandato tampão após do falecimento do então presidente Guilherme Uchôa (PSC). Na maioria dos outros cargos, porém, deve haver bate-chapa entre os deputados.

É o caso da 1ª secretaria, uma das posições mais disputadas da Mesa, e da cota do PSB, maior bancada, com 11 deputados. O 1º secretário é o responsável pela administração das finanças da Casa. Com a informação de que o PP deve apoiar o candidato Clodoaldo Magalhães (PSB), o pleito do socialista ganha mais força, já que os progressistas formam a segunda maior bancada, com 10 deputados. “Eu já vinha costurando, a gente já vinha conversando com os colegas do PP e já existia uma simpatia dos deputados pelo meu nome e o anúncio oficial do partido foi muito importante para consolidar a nossa candidatura”, conta Clodoaldo. O cálculo é de que ele teria o voto de pelo menos sete socialistas. Mas há outros dois candidatos, ambos do PSB, à vaga: Isaltino Nascimento (PSB) e Francismar Pontes.

A 1ª vice-presidência é o cargo logo abaixo do chefe do Legislativo Estadual. Na prática, caso o presidente tenha que se ausentar da sua função, o 1º vice assume os trabalhos. Disputam a vaga Aglaison Victor (PSB), Diogo Moraes (PSB) e Simone Santana (PSB). Esta última também recebeu uma sinalização de apoio do PP na última segunda-feira (28).

Aglaison Victor minimiza o apoio do PP a Simone. “Primeiro a gente tem que ver se esse apoio está oficializado e também aqui não existe a bancada fechar apoio. Aqui os deputados são livres para votar como bem entendem. O voto é secreto também. Isso para mim não faz tanta diferença não”, alegou o deputado. Filho do prefeito de Vitória de Santo Antão, Aglailson está no seu primeiro mandato como deputado estadual. Já Diogo Moraes não pode permanecer na 1ª secretaria, onde está atualmente, pois já a ocupou por dois biênios.

Um socialista considera, em reserva, que o apoio do PP aos socialistas é visto como uma “compensação” da sigla ao fato do PSB apoiar, ou pelo menos não fazer objeção, ao nome de Eriberto na presidência. “Nós estamos cuidando da nossa eleição, tentando administrar uma chapa de consenso na Casa para evitar uma disputa, um bate-chapa nos outros cargos. Porém, onde existe o conflito, a disputa,eu particularmente tenho ficado as margem deixando os candidatos procurarem os demais colegas”, diz Eriberto. 

Outros cargos

Para a 2ª vice-presidência, o deputado Romário Dias (PSD) decidiu lançar sua candidatura nesta terça-feira (29) após o PSC ter indicado Uchoâ Jr (PSC) para a vaga, que é da cota do partido. “Eu tinha dito na Assembleia se junior fosse candidato, eu sairia candidato. Se o candidato fosse Manoel ferreira, eu não era candidato, porque eu sei como ele pode agir, mas Junior sendo não é só ser novo, mas é porque a mesa precisa de gente mais experiente”, conta Romário. Manoel Ferreira (PSC) tinha interesse, mas abriu mão do pleito em favor de Júnior e deve ficar na vaga da suplência que cabe ao PSC. O intuito é que haja um rodízio entre os dois no próximo biênio.

O nome de Júnior não é visto com simpatia por alguns parlamentares da Casa, pelo fato dele ser filho de Guilherme Uchôa, deputado que ocupou a presidência por seis biênios. “Agora, Junior tem que trabalhar essa questão, que não é interna, é externa, a gente não tem controle sobre isso. Agora ele tem que conversar com os outros deputados, porque a indicação do partido está resolvida”, garantiu o presidente estadual do PSC e deputado federal eleito André Ferreira (PSC). 

Na 3ª vice, Teresa Leitão (PT) já vinha se colocado como candidata, mas o nome de Rogério Leão (PR) surgiu nesta terça-feira (29) como seu adversário na disputa. “A minha candidatura está em debate desde dezembro passado. Foi pacificada dentro do PT e já falei com a maioria dos colegas. Fica difícil agora recuar. A receptividade está sendo muito boa” conta Teresa.

Informações: JCOnline

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