Pernambuco: dança das cadeiras estrutural só no pós-eleição

Em seu segundo governo, que teve início em janeiro de 2019, o governador Paulo Câmara fez apenas mudanças pontuais no primeiro escalão. Uma delas se deu com a saída de Nilton Mota da secretaria da Casa Civil. Foi substituído por José Neto, que deixou a pasta de Administração. No próximo dia primeiro, o deputado estadual Lucas Ramos, como a coluna antecipou, assumirá a secretaria de Ciência e Tecnologia no lugar de Aluísio Lessa, que retorna à Assembleia Legislativa. Essa dança das cadeiras será circunstancial.

A alteração tem a ver com um pedido de Lessa para deixar a pasta e não só contempla Lucas como pode somar numa construção com Julio Lossio em Petrolina, onde Lucas sai do páreo da corrida municipal.  Na cidade, a maior do Sertão, a outra alternativa do PSB seria apoiar Odacy Amorim, mas o PT terá candidatura própria no Recife, o que tem gerado resistências entre socialistas ao nome do deputado estadual. O ingresso de Lucas no primeiro escalão é ainda uma forma de manter o espaço de Sivaldo Albino no legislativo estadual. Para o PSB, é interessante ter Sivaldo, pré-candidato a prefeito de Garanhuns, com acesso à tribuna na Alepe.

Passada a eleição, uma alteração mais estrutural no secretariado de Paulo Câmara deve ocorrer. Essa conta já é feita entre socialistas. Há quem lembre que o ex-governador Eduardo Campos, em novembro de 2012, promoveu acomodações quando Geraldo Julio foi eleito, visando a enviar quadros do governo à Prefeitura do Recife. Numa eventual vitória de João Campos, que encabeçará chapa majoritária do PSB na disputa pela Prefeitura do Recife, socialistas já contam com duas possibilidades: secretários serem exonerados do Estado para atuarem ao lado do herdeiro de Eduardo Campos ou ainda uma acomodação que contemple Geraldo Julio.

Há quem pondere que alguns secretários podem vir a concorrer em 2022 também. Dessa forma, uma movimentação mais intensa das peças pode ser realizada no pós-eleição. A mudança, agora, é circunstancial. Caso haja mais na frente, será estrutural.

Informações: Renata Bezerra de Melo – Folha de Pernambuco

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