Professores da rede particular de Pernambuco farão assembleia para decidir sobre greve

Um dia depois de os professores de escolas públicas de Pernambuco deliberarem pelo estado de greve, se opondo ao retorno das aulas presenciais, o Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro), informou que fará uma assembleia virtual com a categoria na próxima quarta-feira (30), para discutir sobre o mesmo assunto. Já sinalizando que não concordam com o retorno das aulas presenciais, os professores das escolas privadas também podem decretar greve.

Segundo Helminton Bezerra, presidente do Sinpro, a diretoria executiva do Sindicato se reuniu, aprovou a pauta de estado de greve e está analisando com a equipe jurídica que instrumentos poderão ser usados neste sentido. Neste sábado (25), haverá uma nova reunião, desta vez com o pleno do Sinpro, reunindo representantes de todo o Estado, para tratar da mesma pauta, antes de levá-la para a categoria, na próxima quarta-feira.

Helminton arma que, por meio de pesquisas internas e conversas com os professores, identifica que a categoria “tem o mesmo sentimento da sociedade, como já foi mostrado em pesquisas, como a do Datafolha”, se referindo a uma pesquisa divulgada no último 17 de agosto, mostrando que, para 79% dos brasileiros, a reabertura das escolas no país pode agravar a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Sinpro, os professores temem que voltar às salas de aula resulte em proliferação da covid-19. “Temos receio da retomada, observando essa insegurança país à fora. Podemos manter as aulas remotas, a categoria avançou muito no entendimento dessa modalidade desde maio, dando aulas remotas, garantindo ao aluno a educação mesmo com toda a dificuldade”, armou Bezerra.  

Representante das escolas particulares, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), armou que vai aguardar o andamento dos fatos. “Nós estamos tomando conhecimento e vamos aguardar o andamento dos fatos. Você está me colocando a notícia e a gente aguarda, estamos avaliando e vendo o encaminhamento que vamos dar. Por hora, só isso”, disse José Ricardo Diniz, presidente do Sinepe.

Outro ponto levantado pelo presidente do Sinpro foi a “falta de linearidade” nas escolas particulares, em relação as condições que as instituições tem de cumprir os protocolos exigidos para a reabertura, mesmo que gradual. “Não existe linearidade na rede privada.

Nem todas as escolas conseguem cumprir o protocolo. Há escolas privadas nas periferias, conversando com uma diretora de uma escola pequena, ela me disse que não consegue cumprir a exigência do distanciamento de 1,5 m de tão pequena que é a estrutura. O protocolo é uma ideia, mas a realidade das escolas vai ser bem diferente”, disse Helminton. 

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