Secretários reassumem mandato para votarem no processo de impeachment

A bancada pernambucana na Câmara Federal vai votar no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) com sua composição original. Ontem, os secretários de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral (PSB); de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras (PSB); e das Cidades, André de Paula (PSD), anunciaram que irão deixar os cargos para assumirem seus respectivos mandatos. A decisão foi comunicada ao governador Paulo Câmara (PSB), que irá exonerar os auxiliares dois dias antes da votação. O secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (PR), também deverá deixar a pasta.

Os secretários afirmaram que irão aguardar a posição do partido sobre a postura que os filiados deverão adotar na Câmara, mas anteciparam que são a favor do impeachment. Aliás, esse é o caminho que a bancada do PSB tem sinalizado que irá seguir, contando para isso com o apoio da direção nacional do partido também endurecido as críticas ao governo federal nos últimos dias.

Já o secretário André de Paula, em nota, justificou que a atual situação do Brasil “é muito difícil e delicada” e a decisão pelo impeachment, “por sua vez, é uma medida dura, mas inevitável”. “Nesse contexto, reassumirei, nos próximos dias, o mandato de deputado federal. Estarei em plenário para votar a favor da abertura do processo de impedimento da presidente”, frisou.

O secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (PR), por sua vez, disse, por meio de sua assessoria, que considera o momento importante e histórico para o país e o seu desejo é de participar da votação. Afirmou, ainda, ser a favor do impeachment, mas que irá aguardar a orientação do partido. O PR faz parte da base do governo Dilma e ocupa o Ministério dos Transportes. Hoje, Sebastião Oliveira irá conversar com o governador Paulo Câmara.

Com o retorno dos deputados, deixarão a Câmara os suplentes Raul Jungmann (PPS), Cadoca (sem partido), Fernando Monteiro (PP) e Augusto Coutinho (SD), seguindo a lista dos menos votados ao mais votado na eleição de 2014. A mudança das cadeiras, no entanto, não altera a votação, uma vez que os deputados que deixarão a Casa também são a favor do impedimento da presidente.

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