
Os lotes em que as obras foram retomadas são: 1 (Mimoso a Belo Jardim), o 2 (Mimoso a Arcoverde) e o 4 o qual passa por Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. “Recebemos R$ 25 milhões no mês passado e R$ 30 milhões este mês para as obras da Adutora do Agreste. Isso nos deu uma capacidade financeira capaz de planejar os próximos meses”, afirmou ontem o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, em entrevista ao Programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, apresentado pelo radialista Geraldo Freire. Um dia antes, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, tinha afirmado, no mesmo programa, que a Transposição do Rio São Francisco ficaria pronta no primeiro semestre de 2017 e que o governo federal daria prioridade na conclusão das obras que precisassem até R$ 10 milhões. A primeira fase da Adutora do Agreste – que está em obras – precisa de um aporte de R$ 720 milhões para ser concluída.
“É um equívoco achar que o problema hídrico de Pernambuco será resolvido com a conclusão da Transposição do Rio São Francisco. Sem a Adutora do Agreste, a água não vai chegar nas cidades que estão precisando”, revelou Roberto Tavares, acrescentando que isso não é uma crítica ao ministro das Cidades, Bruno Araújo, mas “um apelo” para que as obras importantes em Pernambuco sejam retomadas. A transposição consiste na construção de dois grandes canais: o Eixo Leste, que capta a água em Floresta levando-a até Monteiro, na Paraíba, e o Eixo Norte, o qual começa em Floresta e segue até municípios do Ceará e Rio Grande do Norte.
RAMAL DO AGRESTE
No projeto inicial, a Adutora do Agreste receberia a água do Ramal do Agreste – que ligaria Sertânia, onde ficaria a captação da água no Eixo Leste – a Arcoverde, cidade que marca o início da Adutora do Agreste. O Ramal do Agreste não saiu do papel e não há previsão do início dessa obra pela União.
Enquanto o Ramal do Agreste não se concretiza, o governo do Estado iniciou a construção da Adutora do Moxotó, que capta a água na barragem de mesmo nome, em Sertânia, e levará a água até Arcoverde com a capacidade de transportar 0,45 metro cúbico por segundo. “Essa barragem faz parte da transposição e está praticamente pronta. Só falta a água”, diz o diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio Souza. A água deve chegar lá quando a transposição estiver pronta. A partir de Arcoverde, a água que sairia da Barragem do Moxotó seria colocada na Adutora do Agreste chegando a vários municípios daquela região.
As obras da primeira etapa da Adutora do Agreste começaram em 2013 e a expectativa era de que fossem concluídas em 2015. Essa primeira fase contemplaria 23 municípios e aproximadamente 1 milhão de habitantes. Este ano, a Adutora do Agreste recebeu R$ 104 milhões do governo federal, dos quais R$ 55 milhões foram liberados nos últimos dois meses. O governo de Pernambuco tinha pedido R$ 120 milhões para realizar a obra este ano.
Do JC Online