Mães reclamam de exclusão de estudantes atípicos no início do ano letivo da rede municipal de Sertânia

Nesta terça-feira (11), teve início o ano letivo da rede municipal de ensino de Sertânia. Porém, o que era para ser um momento de reencontro e alegria entre os alunos, se transformou em sentimento de revolta e tristeza para as mães de filhas e filhos atípicos que só irão iniciar o ano letivo, com suporte de mediadora, no dia 24 de fevereiro, treze dias após o início oficial das aulas nas escolas municipais.

De acordo com informações obtidas pelo Blog, a secretaria de Educação não irá impedir o acesso do estudante na escola. Mas tem que se perguntar quem irá o acompanhar? Esse acompanhamento será mais uma função, entre tantas outras atribuídas ao professor da turma?

Não são poucos os relatos de mães e educadores familiares reclamando da situação e sentido que seu filho ou filha foi excluído do processo educacional.

Entre as postagens nas redes sociais, uma mãe identificada por Thalytta Rabeka, relata o seguinte:

“Desabafo de uma mãe atípica

Amanhã 11/02 se inicia o ano letivo para a educação infantil, porém as aulas das crianças que precisam de um suporte de mediadora só irá iniciar dia 24/02. Todas as crianças amanhã terão a emoção de seu primeiro dia juntos com toda a turminha, aquela emoção que é iniciar um novo ciclo, conhecer novos amigos, professores e reencontrar amigos de anos passados. Todos tendo a mesma experiência!

Dia 24 chega a criança atípica em sala de aula, sem ter tido a mesma emoção dos demais, com 13 dias de atraso no ano letivo, a turminha toda entrosada e ela totalmente deixada em segundo plano.

Não estou falando isso por questões políticas, até porque já se passou muito tempo. Estou só vendo o lado da minha filha assim como de tantas outras crianças que infelizmente vão passar pela mesma situação que é ver seus colegas indo para a escola e o local que era para ajudar na inclusão estar excluindo de um momento tão importante.

Nós pais nos esforçamos ao máximo para comprar um material, um uniforme para chegada desse momento e infelizmente a mesma alegria de algumas crianças foi tirada de outras.

Enfim, só um desabafo!

Todos os mediadores que trabalhavam na rede municipal foram demitidos no mês de janeiro, há poucos dias do início do ano letivo e o estudante atípico tem o direto de ser acompanhado por esse profissional que deve ser preparado, entre outras atribuições,  para garantir a mediação da aprendizagem em sala de aula.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei nº 13.146/2015, em seu artigo 28 do capítulo IV, diz que cabe ao poder público a responsabilidade de ofertar, treinar e acompanhar os profissionais de apoio escolar em instituições de ensino públicas e privadas.