
Quem precisa de informações confiáveis para planejar políticas públicas, atrair investimentos ou desenvolver pesquisas agora conta com uma nova ferramenta: o Data Nordeste. Lançado nesta terça-feira (9) pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o portal reúne em um só espaço indicadores sociais, econômicos e ambientais que antes estavam espalhados por diferentes bases de dados.
Disponível no site da Sudene (www.gov.br/sudene), a plataforma oferece estatísticas sobre saúde, educação, renda, economia e meio ambiente, com a possibilidade de fazer recortes específicos do Semiárido, do bioma Caatinga e de toda a área de atuação da autarquia.
A proposta é transformar números em conhecimento útil para diferentes públicos. Empresários podem consultar dados sobre infraestrutura e mercado; gestores públicos, acessar mapas interativos e séries históricas para embasar políticas; e pesquisadores, encontrar informações organizadas para análises acadêmicas e científicas.
Entre os recursos, estão painéis de dados em dashboards interativos, boletins temáticos sobre indicadores regionais, narrativas visuais que combinam mapas e gráficos (datastories) e aplicações georreferenciadas, como o SigMapas e o Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA).
“O portal ajuda a transformar informação em decisão. É útil tanto para governos quanto para empresas”, afirma o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.
A construção do Data Nordeste contou com parcerias técnicas do IBGE, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), da Federação das Indústrias da Paraíba e da Associação Nordeste Forte.
Segundo a geógrafa Ludmilla Calado, da Sudene, esse trabalho conjunto garante a confiabilidade das informações. “É um ambiente inovador, pensado para transformar estatísticas em conhecimento acessível e estratégico”, explica, destacando que a plataforma foi criada e entrou no ar em um curto intervalo de 8 meses.
O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, analisa o impacto do portal na formulação de políticas públicas. “Plataformas como essa ampliam o acesso a dados estruturados e ajudam a antecipar problemas em vez de apenas reagir a eles”, diz.