Uma mudança anunciada pela Secretaria de Educação de Pernambuco tem gerado insatisfação entre estudantes e educadores em todo o estado. O novo modelo de acesso às Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) substitui o tradicional processo seletivo, baseado em provas, por um sistema de sorteio para o preenchimento das vagas.
Com a alteração, o ingresso nas unidades passa a ser definido por seleção aleatória, sem levar em conta o desempenho escolar, notas ou critérios de mérito. A medida tem sido alvo de críticas de alunos, familiares e professores, que a consideram injusta e desestimulante.
Nas redes sociais, o movimento @educacaonaoejogodeazar tem reunido manifestações contrárias à decisão, destacando a frustração dos estudantes. “Antes, o ingresso era resultado de esforço e dedicação. Agora, tudo depende da sorte”, afirma um dos trechos publicados pelo grupo.
Críticos classificam a mudança como um retrocesso na política educacional e afirmam que o novo formato desvaloriza o mérito acadêmico. A mobilização online tem ganhado força, com milhares de comentários e compartilhamentos que cobram esclarecimentos da Secretaria de Educação e da governadora Raquel Lyra.
Para parte dos estudantes, a substituição do processo seletivo por sorteio representa a perda de um dos principais incentivos ao estudo e ao desempenho escolar. O lema da campanha resume o sentimento geral: “Educação não é jogo de sorte.”
