A liderança do prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, passa por um de seus momentos mais delicados desde o início da gestão. Na sessão desta semana da Câmara de Vereadores, o vereador Jorge Soldado, acompanhado de outros quatro parlamentares, anunciou apoio ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), aprofundando o distanciamento em relação aos candidatos defendidos pelo gestor municipal.
Com a movimentação, apenas dois vereadores seguem alinhados aos nomes apoiados por Pedro Alves: a governadora Raquel Lyra (PSDB), o deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) e o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB). A migração de apoios evidencia um enfraquecimento da base do prefeito no Legislativo.
A situação política se soma a dados recentes do Instituto de Pesquisa Expressão (IPE), que em levantamento realizado em novembro apontou 47% de aprovação e 42% de desaprovação da gestão municipal. O índice, considerado baixo para prefeitos em exercício, acende um alerta para o grupo governista a menos de dois anos das eleições de 2026.
Além da perda de apoio na Câmara, a administração também enfrenta tensão institucional. A procuradora municipal, Sinara Maranhão, recebeu uma moção de repúdio aprovada pelos vereadores e, segundo relatos, passou a cumprir suas atividades de forma remota a partir do Recife. O episódio ampliou o desgaste entre Executivo e Legislativo.
Com base reduzida, conflitos internos e índices negativos de avaliação, analistas políticos avaliam que Pedro Alves pode enfrentar uma das maiores quedas de popularidade já registradas por um gestor de Iguaracy. A instabilidade levanta dúvidas sobre a capacidade do prefeito de manter alianças estratégicas até 2026.
Do Corujão do Pepeu
