Dona Edna: da sala de aula do cursinho à universidade, uma trajetória que inspira o Brasil

Por Álvaro Góis, Professor do Coletivo Esperançar

A história de superação e dedicação aos estudos de Dona Edna, a mulher quilombola sertaneja que retomou os bancos escolares e hoje é acadêmica de História, ganhou ainda mais destaque nacional. Sua jornada foi oficialmente celebrada e compartilhada pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em suas plataformas digitais.

Em publicações feitas nas redes sociais, ambas as instituições destacaram Dona Edna como um “exemplo de vida” e um “símbolo da educação transformadora”. O MEC, ao reproduzir sua história, enfatizou o poder das políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior, ilustrando como o investimento em educação de jovens, adultos e em ações afirmativas gera frutos reais e muda destinos.

A UFPE, por sua vez, universidade à qual o Centro Acadêmico do Sertão é vinculado, exaltou o perfil de sua nova aluna. “Mais do que uma estudante, Dona Edna é uma legítima representante da força e da resistência do povo nordestino e quilombola. Sua chegada à universidade enriquece nosso ambiente acadêmico e nos ensina diariamente sobre perseverança”, dizia um trecho da homenagem.

Para Dona Edna, o reconhecimento foi recebido com surpresa e emoção. “Nunca imaginei que minha caminhada de volta aos estudos fosse atravessar o Brasil e ser vista por tanta gente importante. Isso não é só sobre mim, é sobre todos que, como eu, achavam que o tempo tinha passado. Estou muito feliz e honrada”, declarou.

Os professores João Lúcio e Walter Fabiano, que levaram inicialmente a história dela a Brasília, comemoram o reconhecimento. “É a comprovação de que quando uma história genuína e potente é contada, ela ressoa. O MEC e a UFPE não estão apenas homenageando a Dona Edna, mas validando o trabalho de base de milhares de cursinhos populares e projetos de extensão que lutam por mais equidade”, afirmou Fabiano.

A publicação nas redes oficiais do MEC e da UFPE amplifica a mensagem central da trajetória de Dona Edna: a educação é um direito de todos, em qualquer etapa da vida, e sua força é capaz de reescrever histórias pessoais e inspirar toda uma nação. Sua vida, agora oficialmente reconhecida, segue como um farol de esperançar para o Sertão e para o Brasil.