Selo de Indicação Geográfica pode impulsionar artesanato em madeira de Sertânia

O artesanato em madeira de Sertânia deu um importante passo rumo ao reconhecimento nacional. O município está entre as cidades pernambucanas que tiveram pedidos de Indicação Geográfica (IG) protocolados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em uma iniciativa que busca valorizar produtos tradicionais vinculados à identidade e à cultura de seus territórios de origem.

Os pedidos foram apresentados pelo Sebrae Pernambuco e pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), contemplando o artesanato em madeira de Sertânia, o artesanato em barro do Alto do Moura, em Caruaru, e a renda renascença de Poção. A expectativa é que os processos sejam analisados pelo INPI em até 18 meses.

Para Sertânia, a certificação representa a possibilidade de fortalecer ainda mais uma atividade reconhecida pela qualidade e tradição dos seus artesãos, agregando valor ao produto, ampliando oportunidades de mercado e reforçando a identidade cultural do município.

Segundo o Sebrae e a Adepe, as Indicações Geográficas reconhecem produtos que possuem características, reputação e qualidade diretamente relacionadas ao local onde são produzidos. O selo também contribui para a preservação de saberes tradicionais e para o desenvolvimento econômico regional.

Após o protocolo, os pedidos passarão por publicação na Revista da Propriedade Industrial e por análise técnica do INPI, que poderá solicitar complementações antes da decisão final sobre a concessão do registro.

Além dos três pedidos protocolados, Pernambuco possui outros 13 produtos em processo de obtenção da certificação, entre eles o abacaxi de Pombos, o artesanato em barro de Tracunhaém, os bolos de rolo e Souza Leão, os cafés de Taquaritinga do Norte e Triunfo, o queijo coalho do Araripe e a carne ovina do Sertão do São Francisco. A expectativa é que novos pedidos sejam formalizados ainda este ano.