Faleceu na quinta-feira (25), aos 82 anos, em Olinda, o artista plástico, escritor, poeta e dramaturgo sertaniense Marcos Cordeiro. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Reconhecido por sua expressiva contribuição à cultura pernambucana, Marcos construiu uma trajetória marcada pela atuação em diversas áreas das artes. Com cerca de dez livros publicados, recebeu premiações em concursos de poesia e teatro, além de reconhecimento por trabalhos na pintura no Brasil e no exterior.
Em Sertânia, seu nome está eternizado no mural em cerâmica “Origens de Sertânia”, instalado nas escadarias da Prefeitura Municipal. A obra é considerada um dos principais símbolos do município e retrata aspectos da história e da identidade cultural sertaniense.
Marcos Cordeiro era filho do poeta e professor Waldemar Cordeiro, autor do Hino de Sertânia e uma das figuras mais importantes da vida cultural da cidade, e de Dona Iracy Gomes.
Sua atuação também se estendeu ao cinema. Trabalhou como cenógrafo em produções ligadas ao movimento Cinema Novo e integrou a equipe do filme Pindorama, dirigido por Arnaldo Jabor, exibido no Festival Internacional de Cannes, na França.
Além da dedicação às artes, Marcos era dentista e zootecnista. Apaixonado pela caprinocultura, participou da fundação da Exposição de Caprinos de Sertânia e foi um dos fundadores da Associação Pernambucana de Criadores de Caprinos e Ovinos (APECO).
O velório acontece na Capela São Vicente, em frente ao cemitério de Sertânia. O sepultamento está marcado para as 16h desta sexta-feira (26).
Com sua partida, Sertânia perde um dos seus mais destacados representantes culturais, responsável por preservar e divulgar, através da arte, da literatura e da pesquisa, a memória e a identidade do povo sertaniense.
