O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) assumiu, nesta quinta-feira (10), compromissos com demandas de policiais civis, peritos papiloscopistas e agentes de trânsito durante debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), no Recife.
A ausência de Raquel foi criticada por representantes das categorias que participaram do encontro. O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, afirmou que a entidade esperava um debate entre os candidatos para discutir as principais reivindicações dos servidores e lamentou que a governadora não tenha comparecido.
Durante a sabatina, João Campos criticou a postura da atual gestão estadual diante das categorias e afirmou que pretende adotar uma relação diferente com os servidores.
O candidato disse que o diálogo será uma prática permanente de seu eventual governo e que as decisões sobre segurança pública serão construídas com participação dos profissionais da área. “Quem quer que seja que sente na cadeira de secretário ou secretária vai ter a obrigação de dialogar e de tratar bem as forças de segurança”, afirmou.
Entre os principais pontos apresentados pelas categorias estiveram o enquadramento dos peritos papiloscopistas no Quadro Técnico Policial (QTP), a situação dos agentes de trânsito do Detran e reivindicações dos policiais civis por reajuste, contratação e regulamentação da carreira.
Polícia Civil
Para os policiais civis, João prometeu discutir, a partir de janeiro, as reivindicações relacionadas a reajuste salarial e novas contratações. A ideia apresentada pelo candidato é buscar um acordo no primeiro ano de gestão e implementar as medidas nos três anos seguintes.
Ele também reiterou o compromisso de construir a Lei Orgânica da Polícia Civil em conjunto com a categoria. “Vocês vão ter um governador que vai ter o compromisso da construção do plano de vocês e da Lei Orgânica da Polícia Civil”, afirmou.
O candidato ainda prometeu uma mesa permanente de diálogo com os servidores e disse que a participação das categorias será considerada na formulação das políticas de segurança.
A proposta inclui, segundo ele, uma estrutura específica de atenção à saúde mental dos profissionais, com atendimento psicológico, psiquiátrico, médico e terapêutico.
