Disputa pela presidência da Alepe começa a movimentar aliados de Raquel Lyra

A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), marcada para 1º de fevereiro de 2027, já provoca movimentações entre deputados da base governista e da oposição. A governadora Raquel Lyra (PSD) busca construir um acordo que lhe garanta maior influência na condução da Casa e nas principais comissões parlamentares.

Entre os nove deputados eleitos pelo PSD, quatro nomes aparecem como interessados na disputa: Débora Almeida, Joãozinho Tenório, Antônio Moraes e Aglailson Victor. Também são citados France Hacker (PP) e Marcelo Gouveia (Podemos).

Na semana passada, Raquel conversou com aliados e defendeu a construção de um consenso. Nesta quarta-feira (14), a bancada do PSD deve se reunir com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, para discutir a ocupação de espaços na Mesa Diretora e nas comissões. Para quinta-feira (15), está previsto um almoço da governadora com os deputados estaduais, na Zona Sul do Recife.

Em entrevista ao blog de Ricardo Dantas Barreto, Débora Almeida e Joãozinho Tenório confirmaram interesse em colocar seus nomes à disposição para comandar o Legislativo estadual.

A oposição também pretende negociar espaço na direção da Assembleia. Com nove cadeiras conquistadas pelo PSB, o partido deve reivindicar a primeira-secretaria, atualmente ocupada por Francismar Pontes, reeleito deputado. A futura bancada oposicionista terá 17 parlamentares e precisará definir quem assumirá sua liderança. Entre os nomes cotados está o da deputada federal Maria Arraes (PSB), que deixará a Câmara dos Deputados.

As articulações, porém, ainda dependem do cenário político dos próximos meses. O resultado da eleição presidencial e a composição do primeiro escalão do próximo governo Raquel Lyra poderão influenciar as negociações. A distribuição de espaços na administração estadual também deve pesar, sobretudo diante dos desgastes enfrentados pela governadora durante o atual mandato com lideranças que a apoiaram em 2022.

A escolha do próximo líder do governo na Alepe será outra decisão importante. Débora Almeida avalia que Raquel saberá escolher um nome preparado para conduzir os debates com uma oposição que, segundo ela, terá parlamentares qualificados. Apesar da movimentação antecipada, a eleição da Mesa Diretora ainda está distante, e os acordos podem mudar até fevereiro.