Microcefalia descartada em maioria dos bebês de Itapetim

Após longa viagem até o Recife, mães respiram aliviadas com alta dos bebês no Huoc / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Sete dos dez bebês com suspeita de microcefalia vindos de Itapetim, no Sertão de Pernambuco, receberam alta hoje à tarde no Ambulatório de Infectologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, na região central do Recife. De acordo com os médicos da unidade, todos apresentaram desenvolvimento normal do crânio após serem examinados.

Devido à falta de uma rede de saúde adequada no município para atender essas crianças, a unidade organizou uma estrutura especial para avaliar os casos nestas segunda (28) e terça-feira (29). Segundo a infectologista Regina Coeli, mesmo sem indícios de microcefalia, dois bebês precisam voltar ao Huoc em 30 dias, pois as mães relataram manchas vermelhas no corpo durante a gestação. “Os edemas nas mães podem ser sintomas não só do zika vírus, mas de outras viroses. Então, precisamos acompanhar o crescimento deles”, informou. Três bebês ainda devem ser examinados na manhã desta terça.

A realidade de Itapetim, que tem 13.780 habitantes segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chamou a atenção dos especialistas pelo número de casos suspeitos da malformação congênita em relação ao universo de recém-nascidos na cidade (são cerca de 200 nascidos vivos por ano). Como ação de emergência, a prefeitura e o governo estadual decidiram trazer as crianças para o Recife, a 360 km de distância. Cinco bebês nasceram com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico, parâmetro adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para indicar a microcefalia. Os demais têm 33 centímetros – o primeiro protocolo do Ministério da Saúde enquadrava bebês com essas características como casos suspeitos.

Informações: JC Online

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