A Polícia Militar promete lançar uma operação para inibir as ações criminosas, sobretudo os frequentes arrastões, que ocorrem durante a dispersão dos foliões no entorno do Recife Antigo e nas áreas fora do focos de festa no Sítio Histórico de Olinda no Carnaval.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Defesa Social (SDS), nesta quarta-feira (11), para detalhar o esquema de segurança que vem sendo adotado na Operação Carnaval 2026, iniciada no começo de janeiro.
Segundo o comandante geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres, a Operação Dispersão, como está sendo chamada, contará com 26 equipes de policiais.
“Observamos que muitos foliões ficam uma, duas, três horas a mais depois do fim das festas. Então, este ano, estamos lançando a operação com equipes distribuídas na saída do Recife Antigo e do Sítio Histórico, de modo a dar uma segurança, principalmente àqueles foliões que vão pegar o transporte público ou o transporte de aplicativo, para que a volta para casa ocorra sem intercorrências”, afirmou.
REFORÇO DE TECNOLOGIA CONTRA O CRIME
A Operação Carnaval 2026 teve investimento de R$ 12,2 milhões, segundo a SDS. Os profissionais da segurança pública foram escalados para 68.254 postos extras de trabalho no período de 2 de janeiro a 1º de março.
A secretária-executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti, disse que a tecnologia, com uso de drones e equipamentos de reconhecimento facial para captura de criminosos com mandados de prisão em aberto, será intensificada nos dias oficiais da folia.
“Esse ano nós temos muito mais câmeras a nosso favor, drones com internet via satélite, tudo para ter agilidade e eficiência nos atendimentos de todas as ocorrências”, afirmou.
Conforme já informado na semana passada, serão utilizadas 325 câmeras de videomonitoramento nos principais polos de folia de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. No ano passado, foram apenas 47.
Outros 124 equipamentos serão usados nos demais municípios.
