Apesar de contar com um contrato vigente e legalmente aditivado para a locação de caminhões e máquinas pesadas, a Prefeitura de Sertânia resolveu cancelar o instrumento e fazer uma nova contratação emergencial com preços que chegam a mais de 150% do que o contrato que ainda tinha validade, é o que apontam documentos enviados ao blog.
Em 2023, empresa Praxedes Ltda, durante a administração de Ângelo Ferreira, venceu uma licitação (PROCESSO LICITATÓRIO Nº 041/2023) para fornecer os veículos. No ano seguinte, esse mesmo contrato foi aditivado, tendo sua vigência prorrogada até junho de 2025, ou seja, a prefeitura tinha um contrato válido em plena execução e saldo financeiro disponível.
Agora em 2025, mesmo com o contrato em vigor, a prefeita Polyanna Abreu (PSD), decidiu realizar uma nova contratação, utilizando uma dispensa de licitação (Dispensa nº 003/2025) com validade de apenas três meses e custos significativamente mais altos.
Segundo novo contrato, os aumentos mais expressivos foram no aluguel do caminhão munck (truck), que saltou de R$ 6.725,40 para R$ 17.000,00, um aumento de 152,77%, e no compactador de lixo (15m³), que foi de R$ 13.383,49 para R$ 31.666,67, aumentando 136,61% em relação aos preços cobrados no contrato que a prefeita dispensou.
De acordo com o grupo de oposição, não há justifica para a substituição de um contrato feito por licitação por um emergencial já que não houve colapso no serviço, encerramento do acordo anterior ou impedimento jurídico. A única mudança foi a troca de gestão, e assim uma tomada de decisão da prefeita Pollyanna Abreu em optar por um contrato instável e mais caro a ser pago com o dinheiro do contribuinte.
A oposição afirma que a prática da prefeita Pollyanna Abreu viola o princípio da economicidade previsto na Nova Lei de Licitações e Contratos, bem como no artigo 70 da Constituição Federal, que impõe à administração pública a obrigação de adotar práticas que garantam eficiência e promovam resultados esperados com o menor custo possível.