Ingerência política na saúde provoca saída de diretora do Hospital de Sertânia

A exoneração de Angélica Arruda da direção do Hospital Maria Alice Gomes Lafayette em Sertânia voltou a movimentar os bastidores políticos e acentuou discussões sobre os critérios adotados pela gestão municipal para cargos estratégicos da saúde. A decisão, assinada pela prefeita Pollyanna Abreu, resultou na nomeação de Everaldo Cardoso para o comando da unidade.

Angélica, doutoranda em Nutrição e reconhecida por sua experiência técnica na área hospitalar, era vista como um nome qualificado dentro da administração. Sua saída foi recebida com surpresa por parte de profissionais e lideranças que defendem a valorização técnica na condução de serviços essenciais.

Em reserva, pessoas ligadas ao grupo da prefeita informaram que a medida pode ter sido uma retaliação às críticas públicas feitas pelo ex-líder do governo na Câmara Municipal, vereador Luiz Abel — tio de Angélica —, o que reforça os rumores de que a exoneração teria sido motivada também por fatores políticos. O parlamentar vinha adotando um tom mais duro em seus pronunciamentos recentes contra ações da atual gestão.

Antes da saída de Angélica, seu marido também teria sido afastado de funções estratégicas, alimentando rumores de um rompimento político e de uma reconfiguração interna promovida pela Prefeitura.

Outros relatos apontam pressões políticas e rearranjos envolvendo lideranças locais, como Ciro Galindo e Magaly.

Para críticos da decisão, o caso reforça a percepção de que critérios políticos vêm se sobrepondo à técnica na administração municipal, especialmente na área da saúde. Já aliados da prefeita argumentam que ela possui prerrogativa legal para reorganizar sua equipe conforme sua linha administrativa.

Até o momento, a Prefeitura de Sertânia não divulgou nota oficial explicando os motivos da mudança na direção do hospital do município.