População cobra abertura do Centro de Reabilitação de Sertânia

Do PanoramaPE – O Centro de Reabilitação de Sertânia, inaugurado em dezembro de 2024 com recursos públicos para transformar o atendimento às pessoas com autismo e outras comorbidades, segue fechado após quase um ano. A situação, que se arrasta desde o início do ano, tem gerado revolta entre pais e mães. Diante da ausência de respostas, a mobilização se intensificou e chegou à Câmara de Vereadores, às ruas e às redes sociais.

Na sessão da Câmara Municipal, na última quinta-feira (4), o presidente da União de Pais de Pessoas com Autismo e Outras Comorbidades de Sertânia, Cleiton Cadete, fez um apelo direto aos vereadores. Ele solicitou apoio para que o equipamento finalmente seja colocado em funcionamento. Na ocasião também ressaltou que essa luta não é recente. De acordo com ele, o prédio foi entregue totalmente estruturado e, posteriormente, recebeu uma emenda parlamentar de R$ 250 mil destinada à aquisição dos equipamentos necessários, porém, desde então, nada avançou.

“É uma luta desgastante, porque estamos desde a inauguração buscando respostas. O prédio foi entregue em dezembro do ano passado e, em dezembro deste ano, completará um ano fechado. Existe recurso, existe o espaço, mas nada funciona”, afirmou Cleiton.

Mobilização ignorada e promessas não cumpridas

A tentativa de diálogo com a gestão municipal sobre o centro de reabilitação de Sertânia começou de maneira mais tímida. No mês de abril, a união de pais aproveitou o Abril Azul para lançar uma campanha nas redes sociais. De acordo com eles, a ideia era sensibilizar a administração sobre a urgência da abertura do centro. Entretanto, nada mudou e o movimento cresceu e culminou em uma passeata realizada em 7 de julho.

Foi apenas após o protesto que pais e representantes foram recebidos pela prefeita Pollyanna Abreu. Conforme relata Cleiton, a gestora alegou problemas elétricos como impedimento para o funcionamento. No entanto, os representantes tiveram acesso ao prédio e constataram que a estrutura elétrica estava em pleno funcionamento.

“Acendemos luzes, conferimos tudo. A justificativa não fazia sentido”, reforça.