Sertânia lota Câmara para receber Perto do coração

Sertânia, a 300 km do Recife, repetiu o sucesso, ontem, dos lançamentos dos meus livros Perto do coração e Reféns da seca. A Câmara de Vereadores ficou lotada de leitores do blog, ouvintes do Frente a Frente, políticos, profissionais liberais e formadores de opinião. Entre os políticos, o deputado estadual Ângelo Ferreira (PSB), que fez a saudação de apresentação e de boas-vindas.

Entre os vereadores presentes, Antônio Henrique, o Fiapo, Professor Ivan, Washington Passos, Edmundo Alves, o Mundico, e Fabiano Tarcísio. Também a ex-prefeita Cleide Ferreira (PSB) e o presidente da CDL – a Câmara de Diretores Lojistas de Sertânia – Paulo Roberto. Entre os sindicalistas, José Monteiro, o Bó, da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município.

O deputado aproveitou a ocasião para fazer um relato das dificuldades que o município vem enfrentando em razão da crise e também pelo prolongamento da estiagem. Mas ressaltou que o governador Paulo Câmara tirou do papel um dos sonhos mais antigos da população: o contorno viário, de 7 km, ao custo de R$ 14,5 milhões.

Quando estiver concluído, reduzirá drasticamente o fluxo de carros pela cidade, abrindo uma via direta com a BR de acesso ao Recife e ao Sertão. Quanto ao abastecimento de água, o deputado explicou que a solução está na troca de 15 km de canos de uma adutora que abastece hoje a cidade com água da barragem de Poço da Cruz, em Ibimirim.

Sertânia era habitada, inicialmente, pelos índios cariris (piripães, caraíbas, rodelas, jeritacés, todos da nação Tapuia). Já eram semi-domesticados quando se iniciou o povoamento do local. A captura e o aprisionamento dos índios para o trabalho na atividade canavieira foram o marco do povoamento e do devassamento do território. Há indícios de que os holandeses já haviam pisado na região durante a Insurreição Pernambucana, buscando ajuda dos índios cariris para a luta contra os portugueses.

Em 1792, Antão Alves, natural do município pernambucano de Vitória de Santo Antão, se muda para o povoado de Moxotó e desenvolve negócios com gado. Estabeleceu-se com a filha do português Raimundo Ferreira de Brito, Dona Catarina, e formou uma fazenda de gado nas terras do sogro português. No início do século XIX, Antão Alves inicia a construção de uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Conceição, cedendo à igreja uma data de uma légua de quadrada de terra.

O povoamento das terras do município se deu ao redor da igreja, como de costume na população nordestina, que sempre se estabelecia em locais onde houvesse igreja ou perto de lagos e rios. Neste caso, a existência do rio Moxotó muito favoreceu o crescimento do povoado. O município de Sertânia foi elevado à categoria de distrito em 1942, como o nome inicial de Alagoa de Baixo. No mesmo dia foi criada a freguesia, cuja sede foi transferida para o povoado de Jeritacó.

 

 

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