Sertaniense vence Prêmio Hermilo Borba Filho de literatura

Na última quinta-feira (30), a literatura pernambucana ganhou um novo rosto – e ele vem do coração do Sertão do Moxotó. Pedro Lucas Monteiro de Almeida, um jovem de 21 anos natural de Sertânia, foi consagrado como o grande vencedor do 11º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, o mais importante do estado, levando para casa o prêmio máximo de R$ 36 mil.

Sua obra vencedora, “O Arraial das Sete Sangrias”, não apenas garantiu o título principal como também venceu na categoria dedicada à região do Sertão, em uma edição que celebrou a diversidade literária de todas as macrorregiões pernambucanas.

Do Teatro de Rua ao Livro: A Trajetória de um Artista Plural

A história de Pedro Lucas com as artes começou longe das páginas de livros, mas sempre profundamente conectada com sua terra natal. Ex-aluno da EREM Olavo Bilac, o jovem construiu sua formação artística através do teatro popular de rua e do cinema documental, explorando as expressões culturais do Sertão Pernambucano onde nasceu e cresceu.

Atualmente atuando como produtor audiovisual independente, Pedro Lucas demonstra como as diferentes linguagens artísticas podem dialogar e se fortalecer mutuamente. Sua transição para a literatura representa a convergência de todas essas experiências em uma narrativa que carrega a autenticidade de quem viveu e respirou a cultura que retrata.

Um Reconhecimento que Transcende as Fronteiras da Capital

A vitória do jovem sertaniense no principal prêmio literário do estado envia uma mensagem poderosa sobre a descentralização da cultura. Promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE), o Prêmio Hermilo Borba Filho reafirma, através de histórias como a de Pedro Lucas, seu compromisso com a democratização do acesso às políticas culturais e o estímulo à produção literária contemporânea em todas as regiões.

A conquista de Pedro Lucas Monteiro não é apenas pessoal – é um marco para toda uma geração de artistas do interior que veem, em seu reconhecimento, a possibilidade de que suas vozes e histórias também possam ecoar por todo o estado.