Ultimato do PP deixa decisão no colo da governadora Raquel Lyra

Por Betânia Santana – Folha de Pernambuco

A conta chegou para o Palácio do Campo das Princesas. Os Progressistas deixaram no colo da governadora Raquel Lyra (PSD) a decisão sobre o tempo do horário eleitoral na TV e no rádio. Para garantir dois minutos e 28 segundos a cada bloco de 10 minutos, o caminho é um só: indicar ao Senado o presidente da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), cujo nome foi aprovado em reunião da executiva.

Se mantiver o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), alertam progressistas, a consequência será imediata: a governadora perde o tempo de propaganda. Avisam que Eduardo da Fonte não vai assinar a documentação que precisa ser encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral para homologação. Sem esse documento, a candidatura não ficará sequer sub judice. Ela não existirá.

Nos bastidores do PP, a ironia é direta. Dizem que a governadora pode caminhar ao lado de Miguel Coelho, do Palácio ao Parador, no Bairro do Recife – onde será sua convenção – quantas vezes desejar, mas ele não ocupará a vaga. A pressão ocorre às vésperas do evento governista, marcado para domingo. Admitem, no entanto, que há margem para recuo.

Caso Raquel Lyra mude de ideia, progressistas afirmam ser possível antecipar a convenção da federação para o mesmo dia, descartando realizar o evento no prazo limite de 5 de agosto. E lembram o preço da fidelidade: foi a bancada do PP na Alepe quem sustentou o governo até agora. Pontuam que cabe à gestora decidir o caminho a tomar.