
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira iniciou o mapeamento de sítios arqueológicos pré-coloniais identificados nas áreas rurais das comunidades de Queimada Grande e Carapuça. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e busca ampliar o conhecimento sobre a ocupação humana e o patrimônio arqueológico do município.
Durante as visitas de campo realizadas nesta semana, foram identificados dois locais com características distintas. Um deles é um abrigo sob rocha que apresenta pinturas rupestres. O outro fica em área aberta e está associado à presença de grupos humanos que produziam artefatos cerâmicos.
O trabalho foi realizado pelo arqueólogo Fabiano Nascimento, acompanhado do condutor e trilheiro Adriano Nascimento. A atividade também contou com a participação de uma equipe da Universidade de Pernambuco (UPE), que vem estudando o potencial da região do Pajeú para a criação de um Geoparque da UNESCO.
Segundo Fabiano Nascimento, o levantamento ajuda a compreender como diferentes grupos pré-coloniais ocuparam o território e utilizaram os recursos naturais disponíveis na região.
“Esses sítios, juntamente com os já conhecidos, mostram que a história do Pajeú não começa com os colonizadores. Existiam diversos grupos vivendo na nossa região e é nosso dever preservar esses testemunhos”, afirmou o arqueólogo.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Adelmo, destacou que o município está dando os primeiros passos para estruturar uma política de identificação e preservação do patrimônio arqueológico.
“Estamos iniciando essa política de catalogação e preservação dos nossos sítios arqueológicos, visando divulgar esse patrimônio que tem valor científico e ambiental, mas também turístico e cultural”, ressaltou.
A próxima etapa será o cadastramento dos sítios junto à Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pernambuco. A medida deverá contribuir para o reconhecimento e a proteção formal desse patrimônio arqueológico.