Novos trechos de áudios de Amisadai Andrade, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo portal R7, acrescentam um novo capítulo às denúncias sobre uma suposta operação política contra João Campos (PSB). Nas gravações, o servidor afirma ter se reunido diretamente com a governadora Raquel Lyra (PSD), em 2024, para tratar de uma “parceria”.
O relato chama atenção porque Raquel havia negado publicamente ter conversado com Amisadai e cobrado que fossem apresentadas provas de qualquer ligação entre os dois.
Segundo o servidor, o encontro teria acontecido depois das eleições municipais de 2024, quando João Campos foi reeleito prefeito do Recife. Na gravação, Amisadai afirma que foi chamado pela própria governadora para uma conversa e que condicionou sua participação na suposta parceria à transferência para a estrutura do Governo de Pernambuco.
“Em novembro, depois da campanha, ela me chamou, o pessoal, a gente foi. Eu conversei com ela, com o pessoal e disse: ‘Olhe, tem uma coisa: você vai ter que fazer essa questão com a gente, essa parceria aí, mas, ao mesmo tempo, vai ter que me puxar para o seu governo’”, relata.
O conteúdo ganha peso diante dos registros oficiais de entrada no Palácio do Campo das Princesas divulgados pelo Metrópoles. Os documentos mostram que Amisadai esteve na sede do governo pelo menos duas vezes no segundo semestre de 2024.
Em 30 de setembro, por exemplo, ele aparece registrado como servidor da Caixa Econômica Federal, tendo como destino a Casa Civil, setor responsável pela articulação institucional e política do governo estadual.
A combinação entre o que é dito nas gravações e os registros oficiais de acesso coloca novamente em discussão a relação de Amisadai com integrantes do Governo de Pernambuco e a versão apresentada pela governadora sobre o caso.
Material extraido do Blog do Magno
