Da Folha Política – O candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), foca na agenda do futuro, enquanto o ambiente político pega fogo na polícia e nos tribunais.
Diante de um cenário marcado, de ambos os lados, por ações judiciais, acusações sobre supostos gabinetes do ódio e cartazes apócrifos atacando a governadora Raquel Lyra (PSD), o candidato dispara uma saraivada diária de anúncios de impacto no bolso e na vida do eleitor.
Essa postura marcou a sabatina na Rádio Folha FM 96,7. Chegou de transporte por aplicativo, atrasou dez minutos e justificou: estava construindo a isenção do IPVA para esses motoristas, cerca de 45 mil veículos no estado. A medida complementa a proposta de imposto zero para motos de até 180 cilindradas.
Detalhou uma nova iniciativa para a educação. Promete desdobrar o programa federal de combate à evasão no ensino médio, batizado de “Pé de Meia”.
A versão pernambucana virou “Pé de Meião” e engloba três frentes: o Pé de Meia Férias (em julho, dezembro e janeiro); Pé de Meia Técnico (para continuidade nos cursos profissionais); e Pé de Meia Empreendedor ( para o primeiro negócio).
A estratégia é apresentar propostas não apenas porque fazem parte do plano de governo, mas para blindar a candidatura de um possível desgaste diante do embate direto nas redes e na Justiça.
E reduzir a hipótese de a guerra de narrativas engolir a discussão que interessa à população pernambucana. Além disso, militância e apoiadores não podem perder ritmo nem alegria a quase um mês das eleições.
Secar o crime organizado
João Campos quer transformar a Secretaria da Fazenda em uma central de inteligência contra as facções criminosas. A ideia é usar a malha fiscal do estado para rastrear e asfixiar a lavagem de dinheiro do crime organizado. O candidato planeja lançar também o “De olho na estrada”, para monitorar a divisa entre os estados.
Voo sem mordomia
Ao defender a venda de aviões e helicópteros do estado para financiar a isenção de IPVA de motoristas de aplicativo e motoqueiros, João Campos garantiu que o socorro de emergência e o transporte de órgãos do Samu e das polícias não perderão cobertura.
