Por Alvaro Góis – A abstenção registrada nas eleições de 2026 revela um contraste que merece atenção: enquanto o Nordeste teve participação acima da média nacional, o comportamento dos eleitores variou bastante entre os estados — e também dentro deles.
Em Sertânia, o cenário foi ainda mais distante da média regional. 23,66% do eleitorado apto não compareceu às urnas, índice superior ao registrado no Brasil, no Nordeste e em Pernambuco. Ao mesmo tempo, entre os eleitores que foram votar, a parcela de votos brancos e nulos ficou abaixo das médias nacional e regional.
O que explica essa diferença? Mobilização política, deslocamento de eleitores, características territoriais, desinteresse ou outros fatores? Os números ajudam a dimensionar o fenômeno, mas não oferecem, sozinhos, todas as respostas.
No texto abaixo, Alvaro Góis analisa os dados do primeiro turno, compara o comportamento eleitoral dos nove estados nordestinos com o restante do país e dedica atenção especial ao caso de Sertânia. Uma leitura que vai além dos números para discutir participação política, território e os desafios da representação democrática.
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